O governo britânico anunciou esta terça-feira (3) um plano de ação para lidar com a discriminação contra a comunidade LGBT no país, que inclui uma legislação para proibir os chamados tratamentos de reorientação sexual (‘cura gay’).
A iniciativa foi elaborada após uma pesquisa governamental em que foram entrevistados mais de 108 mil lésbicas, gays, transexuais e bissexuais. O plano de ação, desenvolvido pelo gabinete da primeira-ministra britânica, Theresa May, conta com um orçamento de 5 milhões de euros.
Na pesquisa, 2% dos membros da comunidade LGBT entrevistados admitiram ter recorrido a terapias da chamada cura ou “conversão sexual”, enquanto 5% afirmaram ter recebido ofertas nesse sentido.
Mais da metade dos que receberam esse tipo de tratamento afirma que as terapias foram conduzidas por entidades religiosas, 19% por profissionais de saúde e 16% pelos pais ou membros de suas famílias.
Segundo o levantamento, mais de dois terços dos entrevistados disseram que evitam dar as mãos ao seu parceiro em público com medo de uma reação negativa. Outros 23% disseram que os seus colegas de trabalho reagiram negativamente ao saber da sua homossexualidade.
Cerca de 40% das pessoas disseram ter vivenciado incidentes como ataques verbais ou violência física nos 12 meses anteriores à pesquisa. Entretanto, mais de 90% desses casos não são registados, com os entrevistados afirmando que esses tipos de agressões “ocorrem o tempo todo”.
Dos entrevistados, 61% definiram-se como gays ou lésbicas, um quarto, como bissexuais, e 4% disseram-se pansexuais. Entre os mais jovens, um grande número identificou-se como bissexuais, assexuais, pansexuais, entre outras definições, e 13% disseram-se transgéneros. Outros 7% afirmaram ser “não binários”, ou seja, pessoas de género não exclusivamente feminino ou masculino.
May afirmou que o seu país “pode sentir-se orgulhoso de ser líder mundial” na defesa dos direitos dos LGBT, ressaltando que o resultado da pesquisa permitiu-lhe ver em quais áreas é possível melhorar a vida dos membros da comunidade.
Fonte: Diário do Centro do Mundo
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